terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CASAL DE JACAREÍ RECEBE PRÊMIO EM DIREITOS HUMANOS

Luiz André e Sergio recebem prêmio na categoria Ativismo LGBT por ser o primeiro casal gay a ter o casamento civil aprovado no Brasil.


O casal de Jacareí, Luiz André Sousa Moresi e José Sergio Sousa Moresi, foram agraciados e recebem o 10º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos no dia 12 de dezembro no Teatro João Caetano, no centro da cidade do Rio de Janeiro. A honraria é concedida todos os anos pelo Grupo Arco-Íris, uma das mais antigas e importantes organizações de Direitos Humanos e Cidadania LGBT do Brasil.

O Prêmio está em sua décima edição e compõe as atividades da Parada LGBT do Rio de Janeiro. É entregue a pessoas que se destacam na defesa e promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nas mais diversas áreas de atuação. Os militantes da ONG REVIDA de Jacareí, Luiz André e Sergio, serão homenageados na categoria Ativismo LGBT por serem o primeiro casal LGBT do Brasil a terem sua união estável convertida em casamento civil.

Para Luiz André, receber esse prêmio tem um valor especial “por ser concedido por uma instituição conceituada e respeitada no Brasil e por representar uma conquista que é conseqüência da atuação de militantes LGBT que lutam há anos pelo reconhecimento de sua plena cidadania”.

Luiz André e Sergio dedicam o prêmio aos membros da ONG REVIDA, aos militantes LGBT do Brasil e ao próprio Grupo Arco-Íris, que desempenhou papel fundamental de advocacy junto ao STF para aprovação da união estável homoafetiva, o que possibilitou a conversão em casamento civil.

União Estável e Casamento Civil

Em 5 de maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal equiparou a união estável homoafetiva à união estável heterossexual.

Em 17 de maio de 2011, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, o casal Luiz André e Sergio assina o contrato de União Estável Homoafetiva.

Em 27 de junho de 2011 o juiz estadual Fernando Henrique Pinto autorizou a conversão da união estável de Luiz André e Sergio Sousa Moresi em casamento civil, o primeiro do Brasil.

Em 28 de junho de 2011, Dia Mundial do Orgulho LGBT, o casal recebe a Certidão de Casamento Civil das mãos do oficial do Cartório de Registro Civil. Cerimônia de entrega teve repercussão internacional.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Reunião preparatória para a 2ª Conferência Regional LGBT - Vale do Paraíba

CONVITE - 2ª CONFERÊNCIA REGIONAL LGBT
Na próxima segunda-feira, dia 26/09, às 19h30' a ONG REVIDA fará uma reunião preparatória para a 2ª Conferência Regional LGBT, etapa que antecede a Conferência Estadual. 
Convidamos os/as militantes para estarem presentes nessa reunião em que vamos discutir nossa atuação e mobilização. 
SEGUNDA-FEIRA, 19H30' NA SEDE DA ONG REVIDA (Rua Tupinambás, 238 Jardim Luiza Jacareí/SP) 
CONTATO: (12) 8848-5386 / (12) 9757-0686 / (12) 9142-7659 ou no e-mail ongrevida@hotmail.com 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Em noite de espetáculos, Jacareí elege sua Miss Gay 2011

As 11 candidatas ao título de Miss Jacareí Gay 2011
Em uma noite de várias atrações artísticas, muita produção de cabelos e maquiagem, público animado que lotou o Clube da Saudade, Jacareí elegeu sua Miss Gay 2011, no último domingo, dia 31 de julho.

A ganhadora do disputado concurso, com 11 candidatas, foi Vivian Lee, 25 anos, que se apresentou no traje de gala em um vestido de veludo cor vinho com aplicações em renda e pedrarias, utilizou maquiagem lume e dourado e cabelo com franja e cachos nas pontas.

Vivian Lee, a Miss Jacareí Gay 2011
A Miss Jacareí Gay 2011, Vivian Lee é da cidade e diz que “era um sonho ser miss, e agora vou representar a cidade com muito orgulho, contribuindo com as causas da comunidade LGBT”. Além de representar a cidade nos eventos oficiais da ONG REVIDA, Vivian Lee estuda a possibilidade de participar de outros concursos estaduais e nacionais.

O concurso premiou a ganhadora com coroa, faixa, um belíssimo buquê e cesta de produtos cosmético oferecido pela patrocinadora Raiz Latina, uma sessão fotográfica com o fotógrafo Ronaldo Poli e o prêmio em dinheiro. As outras que receberam colocação foram Emyli Gerbelli, em segundo lugar, Sarah Shiva em terceiro, Brendha Guimarães em quarto e Laysa Summer em quinto lugar. As outras candidatas foram Priscilla Lammer, Kyara Daymon, Aychilla Dermon, Naomy Black, Rayrah Wesker e Kauany Schynnaider. Os quesitos analisados foram beleza, elegância, postura, carisma e simpatia, e as misses desfilaram em traje casual e de gala.

A faixa e coroa para a ganhadora foi transmitida pela última Miss Jacareí Gay Jamilly Chinaider, eleita em concurso realizado em 2006. Foram apresentadores, a Rainha Drag da Parada LGBT de Jacareí Morgana Loren e Luiz André Sousa Moresi, presidente da ONG REVIDA, organizadora do evento.

Morgana Loren e Luiz André Sousa Moresi, apresentadores do evento

Luiz André e Sergio Sousa Moresi com Vivian Lee

A Rainha das Drags, a Diva Morgana Loren

Público em ato de repúdio à violência e à homofobia


Crédito das Fotos: Ronaldo Poli

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Infográfico sobre o PLC 122/06

CORAÇÕES AO ALTO - Quarta-feira, dia 3/8 na Sala Mário Lago - Jacareí

ASSISTA NESSA QUARTA-FEIRA, DIA 03/08, O ESPETÁCULO TEATRAL

CORAÇÕES AO ALTO

Com Fábio de Sousa

“Eu era neve,
                                               Os teus Raios me derreteram, a terra me tragou.
Agora névoa do espírito
Refaço o caminho ascendente de regresso ao sol.”


Quarta-feira, dia 03/08
SALA MÁRIO LAGO – CENTRO – JACAREÍ
20hs

Corações ao Alto é uma livre inspiração sobre a vida do poeta místico Jalal ud-din Rumi mestre espiritual que deu origem a ordem Sufi dos dervixes girantes. Rumi teve sua vida transformada após o encontro místico amoroso com seu mestre Shams de Tabriz, o que ficou conhecido na tradição persa como “o encontro de dois oceanos”. Uma narrativa que percorre o caminho do homem que decidiu ser guiado por seu coração e como um verdadeiro alquimista transformou sua dor em arte, re-significando sua relação com o mundo através da consciência da presença divina do Amado em toda sua criação.

Fábio de Sousa, ator/ pernalta e orientador teatral, atuou em diversas montagens teatrais


Sem apoio da Prefeitura, 2ª Parada Gay é adiada - Diário de Jacareí



Sem apoio da Prefeitura, 2ª Parada Gay é adiada
01 de Agosto de 2011 | 17h39

Por Fernanda Goulart



A uma semana de acontecer a 2ª Parada do Orgulho LGBT (de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), marcada para o dia 7 de agosto, a organização anunciou o adiamento do evento. O motivo principal, segundo os organizadores, é a retirada do apoio financeiro e estrutural por parte da Prefeitura.

Depois de uma reunião com membros da ONG Revida – responsável pela Parada –, a administração municipal, por meio da Secretaria de Governo, enviou um ofício, datado de 21 de julho, esclarecendo que apenas forneceria panfletos educativos sobre DST/Aids (mas sem alusão ao movimento LGBT), preservativos e colocaria agentes de trânsito e guardas municipais à disposição. Os demais gastos com a programação e a infraestrutura do evento, estimado em R$50 mil, ficariam a cargo da entidade.

O anúncio da Prefeitura pegou os organizadores da Parada de ‘surpresa’. Com contratos assinados por artistas e tudo preparado para a festa - que também inclui uma semana sobre a diversidade sexual, com oficinas de prevenção e demais eventos educativos - a organização agora procura novos patrocinadores. 
“Antes de qualquer coisa, a Parada é um movimento social, porque combate um mal que acomete a sociedade, que é o preconceito. É importante que uma cidade, que se apresenta como inclusiva e moderna, combata o preconceito. A população LGBT está decepcionada com esse posicionamento, mas estamos de cabeça erguida e vamos encontrar outras maneiras de organizar a Parada”, comenta o presidente da ONG, Luiz André Moresi.
O militante LGBT contesta a decisão da Prefeitura que também teria alegado ‘questões jurídicas’ para não colaborar. Moresi diz não entender o comunicado oficial, já que a Parada seria realizada com verbas do Programa Municipal DST/Aids, cujos repasses são de programa estadual, o qual, por sua vez, recebe ajuda do governo federal.
“Nós não estamos tirando dinheiro de postinho de saúde, de remédios, de nenhum outro setor que necessita. Espero que a decisão da Prefeitura em retirar o apoio seja só por entendimento jurídico, porque assim os juristas do movimento derrubarão esse argumento. Espero que a decisão não seja de ordem discriminatória ou de homofobia constitucional”, acrescenta.
A 2ª Parada LGBT de Jacareí tem como tema ‘Aqui a Homofobia também mata’ e o lema ‘Na luta contra as violências, o amor é o que vale. Exigimos direitos e queremos respeito!’. Nesta edição, que ainda não tem data definida, o público esperado é de 50 mil pessoas.
OUTRO LADO – Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Prefeitura apenas informou que será disponibilizado apoio ao evento em termos de orientações de trânsito e de serviços de saúde da rede municipal.
CONCURSO – Na noite do último domingo (31), a ONG Revida promoveu o concurso ‘Miss Gay Jacareí 2011’, no Clube da Saudade, no Jardim Flórida (região oeste). A transformista jacareiense, Vivian Lee, desbancou as 11 candidatas e foi a escolhida dos jurados.
O evento reuniu cerca de 500 pessoas e contou com a animação de drag queens e transformistas que se apresentaram no palco. “Foi um sucesso absoluto de público. As candidatas estavam belíssimas, muito elegantes e agradaram aos jurados. Famílias inteiras foram acompanhar o concurso. É um evento que veio para ficar”, diz o presidente da Revida, Luiz André Moresi.
O último ‘Miss Gay Jacareí’ havia sido realizado em meados de 2005.


Fonte: Diário de Jacareí

Homofobia, Ibope e os avanços na opinião pública no Brasil - Por Toni Reis



A pesquisa do Ibope Inteligência sobre atitudes da população brasileira em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), publicada no último dia 28 de julho, traz alguns dados muito reveladores sobre a evolução da opinião pública a este respeito.



Há 18 anos foi publicada outra pesquisa do Ibope em relação ao mesmo assunto.  Em 1993, segundo aquela pesquisa, 44% não mudariam sua conduta com o colega se soubessem que era homossexual. Pesquisa de 2008, também do Ibope, indicou que 65% aceitariam. Já em 2011, 73% dos entrevistados não se afastariam se descobrisse que um amigo é gay. Em 1993, 55% não trocariam de médico se descobrissem que era gay. Hoje, 67% são totalmente a favor de médicos homossexuais no serviço público. No que diz respeito à revelação de um(a) amigo(a) ser gay ou lésbica, 80% das mulheres, 81% dos jovens de 16 a 24 anos e 85% das pessoas com nível superior de escolaridade não se afastariam.
É muito alentador observar que, segundo a nova pesquisa do Ibope, 52% das mulheres, 50% dos católicos, 60% dos jovens de 16 a 24 anos e 60% dos com nível superior são favoráveis à união estável entre casais homoafetivos.  Em 1993, o assunto nem tinha entrado na pauta do legislativo ou do judiciário, tanto é que a pesquisa do Ibope daquela época nem perguntou sobre isso. No entanto, tínhamos acesso a outras pesquisas que apontavam que havia apoio de apenas 7% da população a esta forma de união. Hoje 45% da população estão a favor. 
Vale lembrar que em 1995, existiam apenas 35 grupos LGBT organizados e nenhuma organização nacional. Não havia nenhuma Parada LGBT. Hoje o panorama mudou: há 9 redes nacionais LGBT, pelo menos 250 Paradas LGBT e mais de 300 ONG LGBT em todo o Brasil. Sem dúvida, a organização política do segmento tem contribuído em muito para as mudanças favoráveis que vêm ocorrendo na opinião pública. Neste ano de 2011 vamos para a II Conferência Nacional dos Direitos Humanos da Comunidade LGBT, convocada pela presidenta Dilma Rousseff, que será precedida por Conferências Estaduais LGBT convocadas por todos e todas os(as) governadores(as). Nestas Conferências avaliaremos todas as políticas públicas existentes em nosso país contra a violência e a discriminação e pela cidadania das pessoas LGBT.


Também com base na nova pesquisa, pode-se afirmar que as atitudes homofóbicas têm suas raízes em valores machistas da nossa cultura, na intolerância de certos setores religiosos e na falta de acesso a informações corretas sobre a homossexualidade: 63% dos homens, 77% dos evangélicos e 68% dos com estudo até a 4ª série do ensino fundamental afirmaram ser contrários à união estável entre casais homossexuais. Mesmo aqui há uma evolução se compararmos com a Idade Média, quando éramos queimados na fogueira pela Santa Inquisição, inclusive ainda há 7 países com pena de morte para os homossexuais. Depois a homossexualidade foi considerada crime em muitos países, e ainda há ainda 75 onde ser gay é crime. E no Século XX, até o dia 17 de maio de 1990, a homossexualidade era considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde. Estamos, sim, avançando muito.


Seria muito interessante ter outra pesquisa desta natureza daqui a 10 anos. Se continuar na mesma tendência de aumento de respeito às pessoas LGBT, em especial entre os jovens, o Brasil não será mais um país em que uma pessoa LGBT é assassinada a cada dois dias, e sim um país de respeito e aceitação da diversidade sexual. Para isso, nas palavras de Tony Blair, é preciso três coisas: educação, educação e educação, assim como investimento em políticas públicas.


Além de investir firme na educação e em políticas públicas, o movimento LGBT precisa aprimorar sua parceria com a juventude e com as mulheres, tendo em vista que são o público que mais nos apoia. Também é preciso abrir uma frente de diálogo com os 50% dos católicos, os 23% dos evangélicos e os 60 % de outras religiões que nos respeitam, para que semeiem a boa nova da Constituição Federal, principalmente os artigos 3º e 5º que estabelecem que todos são iguais perante a lei e que não haverá discriminação de qualquer natureza em nosso país, assim como fez o Supremo Tribunal Federal, que, numa decisão histórica e unânime, no dia 5 de maio de 2011, disse não à discriminação, e julgou a favor do reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos, com base nos princípios da liberdade, da segurança jurídica , da igualdade de direitos e  da  laicidade  do estado.


Seguindo a filosofia de Aristóteles, quando fala que a finalidade da vida é a felicidade, no último dia 19 de julho a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução para que os governos deem mais importância à felicidade e ao bem-estar na elaboração de políticas públicas para alcançar e medir o desenvolvimento econômico e social.  O reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e o respeito à cidadania pode contribuir muito para a felicidade de milhares de cidadãos e cidadãs LGBT no Brasil.
*Toni Reis
Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Conselheiro do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays. Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Unidade na ação para diminuir a homofobia Por Toni Reis*



Algumas pessoas se dizem descontentes com o trabalho do movimento LGBT. Porém, geralmente essas pessoas que ficam reclamando fazem pouco ou nada para melhorar a situação. Ou são autonomistas que não têm base social, ou não participam de reuniões periódicas de base. Essas pessoas geralmente não conhecem a realidade em que milhões de LGBT estão inseridos, algumas nunca atenderam o apelo desesperado de uma vitima da homofobia.

É importante lembrar para as pessoas que fazem criticas construtivas, que elas não se encaixam nas observações anteriores.

É necessário ter planejamento para atingir nossos sonhos. Você tem planos e idéias para melhorar a situação LGBT no Brasil?

Você tem um site que ajuda a construir o movimento?  Ou você só quer detonar o que está sendo feito? Você já escreveu para Bolsonaro, Miriam Rios, Du Loren ou Malafaia protestando, ou fica esperando que os(as) outros(as) façam o que você poderia fazer? Você já protestou contra um vereador da sua cidade, ou um deputado do seu estado? Já parabenizou parlamentares aliados, ou prefere dizer que eles poderiam fazer melhor? Quantas cartas abertas você já escreveu? Quando uma organização LGBT pediu a sua opinião ou colaboração, você contribuiu ou só ficou falando depois como as coisas deveriam ter sido feitas. Quando convidaram para organizar a Parada LGBT em sua cidade, você ajudou ou simplesmente saiu falando que é um carnaval fora de época?

Você já aceitou assumir um cargo em uma organização LGBT? Ou recusou alegando falta de tempo e depois saiu criticando com afirmações do tipo: “essa turma quer é ficar sempre nos cargos"? Quando as pessoas estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, há quem afirma que a entidade está dominada por um grupinho. Você já fez isto? Também há quem não lê o que é postado nas listas de e-mail e depois fica reclamando que nunca é informado de nada. Você já fez isto?

Quando há divergências com uma pessoa da diretoria ou da entidade, você procura com toda intensidade vingar-se na organização e nas listas de discussão e boicotar seus trabalhos, inclusive colocando as outras entidades congêneres contra?

E quando cessarem as publicações, os projetos, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando nossa entidade morrer, você é daqueles que estufa o peito e afirma com orgulho: ‘’Eu não disse?’’?

Às pessoas que ficam reclamando, sugiro a leitura do texto abaixo, baseado em artigo sobre as obras de Erika Andersen e publicado no site Olhar digital;

Dica um: Tenha objetivos razoáveis na militância.
O (a) Ativista precisa entender exatamente o que o(a) inspira e qual o trabalho que pode dar mais prazer no futuro para definir um trabalho social e ideal. E precisa ser realista em seus objetivos: se sua ambição é criminalizar a homofobia, você pelo menos tem que falar com os(as) congressistas senadores(as), deputados (as). Com quantos(as) você já conversou sobre o assunto?  Vai depender deles os votos.
Pense no trabalho baseado nos conhecimentos que já possui, experiências e interesses, além de, obviamente, descobrir ser tem os recursos necessários para trabalhar na área desejada. Busque apoio nas boates, saunas e sites LGBT. Eles(as) podem ajudar muito.
Foque no que você gostaria realmente de fazer e que acha ser possível. Aconselho que o(a) militante escreva suas principais conclusões e, a partir daí, trace um plano de ação para atingir seus objetivos, em determinado tempo. Se seu objetivo vai depender de formar uma ONG ou ganhar muito mais experiência profissional, pense em algo de longo prazo. Já se você quiser fazer um simples avanço em que está sendo feito, junte-se a quem está trabalhando É muito difícil trabalhar em grupo, mas, no final é gratificante. Temos hoje nove redes nacionais LGBT no país e 302 ONG registradas, e 35 fóruns informais, e mais 167 listas LGBT e muitas comunidades no Face book e Orkut e outras redes sociais.

Dica dois: Seja honesto sobre os obstáculos
Infelizmente tem homofobia para todo mundo trabalhar.
Depois de ter uma clara ideia de que gostaria de conseguir e quanto tempo vai ser necessário para atingir o trabalho dos sonhos, se prepare para as barreiras que podem surgir no caminho. Eu sugiro que você enxergue os obstáculos na política, nos recursos e nas pessoas.
Entre os exemplos de situações que precisam ser analisadas, destaco que o(a) ativista deve enxergar se a cidade o estado em que mora tem espaço para o trabalho que quer fazer, se está disposto a abrir mão de parte do salário atual para entrar em uma nova área; se vai ter dificuldade para aprender novas coisas que serão fundamentais na área que pretende seguir, entre outros. Lutar pelo coletivo, é só receber críticas, geralmente. O que você fizer receberá 97% de criticas e 3% de reconhecimento.

Dica três: Organize o plano de ação e vá à luta
Após entender exatamente o que quer fazer e quais os obstáculos vai enfrentar pela frente, o(a) ativista deve detalhar todos os esforços que serão necessários, na ordem correta, para atingir os objetivos.
Por exemplo, se você descobre que precisa buscar conhecimentos adicionais para atingir a cidadania dos sonhos, deve traçar um plano de ação específico para isso, em ordem cronológica. Como exemplo: 1) falar com as pessoas no movimento LGBT para entender o que elas pensam que é mais importante em termos de conhecimento e formação; 2) pesquisar os cursos e encontros específicos; 3) definir quais são as opções razoáveis em termos de tempo e dinheiro; 4) determinar a melhor opção.
Concluir a decisão de definir os rumos da própria atuação como ativista serve como um estímulo para qualquer militante. “Minha experiência é que muitas coisas boas se seguem a isso: mais energia, aumento da autoconfiança, moral elevada e uma excelente sensação de sucesso”.
Estamos firmes na luta pela cidadania plena LGBT.

* Toni Reis
Presidente da ABGLT

CARTA ABERTA DA PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SÃO PAULO



EM DEFESA DO PLC Nº 122 DE 2006 

A PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SP, convocada por um amplo conjunto de
redes e organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais do Estado de São Paulo, realizada no dia 28 de
Julho de 2011, na sede da APEOESP na capital paulista, após um intenso,
rico e democrático debate sobre as perspectivas e os rumos da luta pela
criminalização da homofobia e da necessidade de defendermos o PLC nº 122
de 2006, vem a público por meio dessa carta aberta manifestar nossas
posições sobre este tema. 

1. Todos os dias, milhões de brasileiras e brasileiros lésbicas, gays,
bissexuais, travestis e ou transexuais – LGBT - têm violados os seus
direitos humanos, civis, econômicos, sociais e políticos. Essa violação
é conseqüência da homofobia, uma das manifestações de ódio e de
intolerância contra a humanidade que decorre da ideologia patriarcal e do
machismo, e da negação à diversidade sexual, atingindo não apenas a
população LGBT, como vimos recentemente na agressão a um pai e seu filho
que estavam abraçados e foram "confundidos" como homossexuais. Essa
discriminação ocorre tanto no espaço familiar, quanto em locais de
trabalho, de lazer, na escola, ou seja, em todos os ambientes de convívio,
doméstico e social. E, embora a forma mais aguda e bruta da homofobia seja
a dos assassinatos – e o Brasil é recordista mundial nesta lamentável
contagem – este ódio p assa também pelas piadas ofensivas a LGBT, pelo
discurso religioso e parlamentar, pela exclusão escolar, pelo impedimento
do acesso ao trabalho ou pela demissão do emprego e a pura e simples
negação de direitos. Se é verdade que o Supremo Tribunal Federal aprovou
recentemente o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo com o
mesmo "status" das uniões estáveis, também é verdade que o
Congresso Nacional não aprovou até hoje nenhuma legislação reconhecendo
direitos à população LGBT, apesar de já existirem projetos nesse
sentido desde 1995. Esse fato aponta para a extrema covardia do legislativo
brasileiro que se esconde por trás das falácias dogmáticas, negando o
principio constitucional da Laicidade do Estado que veta qualquer
interferência religiosa, corroborando para o aumento das estatísticas de
violência homofóbica no país, 

2. Acreditamos que as raízes da homofobia são as mesmas de outras formas
de opressão que afrontaram a humanidade e que mantém seus pilares até
nossos dias: o holocausto nazista contra o povo judeu, o racismo, o
machismo e todas as desigualdades sociais. Portanto, a luta contra a
homofobia deve estar ao lado da luta de mulheres, comunidade judaica,
negras e negros, bem como outros segmentos oprimidos, contra qualquer forma
de discriminação. Alertamos, que não há hierarquia de opressões,
portanto qualquer que seja o tipo de discriminação, violência e
opressão, ela deve igualmente ser punida. 

3. O PLC nº 122 de 2006 é uma proposta de legislação condizente com as
políticas de direitos humanos da República Federativa do Brasil e contém
as garantias mínimas e necessárias para uma lei que de fato criminalize a
homofobia e sirva antes de tudo como um instrumento pedagógico de
afirmação do compromisso do Estado e da sociedade em nosso País , de
combate a esta e a qualquer outra forma de opressão. Reafirmamos nosso
ponto de vista no sentido de que não há nada no PLC nº 122 de 2006 que
possa ser caracterizado como inconstitucional - por ser evidente que a
liberdade de expressão não protege discursos de ódio e discursos que
incitem a discriminação e/ou o preconceito em geral - e o Senado Federal
tem a obrigação política, como uma casa legislativa e de representação
da sociedade, de aprová-lo sem mais delongas. 

4. Alertamos ainda que qualquer proposta alternativa ao PLC nº 122 de
2006 será inaceitável, para aquelas e aqueles que de fato têm
compromisso na luta contra a homofobia, se não trouxer em seu conteúdo
dispositivos hoje presentes no PLC nº 122 de 2006, como a proposta
referente ao artigo 20 da Lei nº 7.716 de 1989, e tal proposta jamais
poderá ser inferior aos parâmetros legais da criminalização do racismo.

5. Apelamos aos parlamentares que têm sido aliados as lutas de direitos
humanos e da população LGBT em nosso País para que não negociem textos
novos, emendas ou substitutivos, que impliquem em previsão legal da
tipificação criminal da homofobia em bases inferiores ao racismo ou
qualquer outra opressão e violência. Numa legislação de direitos
humanos, é inaceitável que se hierarquize as opressões, como se uma
fosse mais grave do que a outra. 

6. Conclamamos a militância LGBT de todo o Brasil à mobilização em
torno da defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia
nas mesmas bases do racismo, e propomos que essa mobilização nacional se
dê especialmente nas ruas, na perspectiva de um dia nacional de luta em
defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia. 

7. A construção de uma sociedade efetivamente democrática passa pelo
reconhecimento dos direitos de todas e de todos, sem exclusões de qualquer
tipo, razão pela qual a luta pela criminalização da homofobia, mais do
que uma luta da população LGBT, é uma luta de todas as brasileiras e
todos os brasileiros.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Abertas as inscrições para o MISS JACAREÍ GAY 2011

Acontece em Jacareí, no dia 31 de julho, a nova edição do MISS JACAREÍ GAYcom o objetivo de eleger a mais bela transformista para representar a cidade em concursos pelo Brasil afora, para participar dos eventos oficiais da ONG REVIDA e da 2ª Parada LGBT de Jacareí e Vale do Paraíba.


O evento acontecerá no Clube da Saudade, Jardim Flórida, e terá a apresentação das candidatas em dois trajes, além de serem avaliadas em quesitos como simpatia, beleza, postura de palco, entre outros. As três primeiras colocadas ganharão prêmios em dinheiro e a ganhadora ostentará o título com faixa e coroa.

MISS JACAREÍ GAY 2011 é organizado pela ONG REVIDA, sob a coordenação de Luiz André Moresi e a direção artística da diva Queen do Vale do Paraíba,Morgana Loren, a Rainha Drag da Parada LGBT de Jacareí. A apresentação do evento ficará a cargo dos dois.

Haverá atrações especiais de artistas LGBT, como os DJs Jairo Camilo e Rockley Lelles, as drags Alexia Twister, Jamilly Schnayder, Rayara Morgan, Katrinna Cyber, Allek Cyber, o cantor Alex Furttado e um show stand-up da Priscilla Drag.

A inscrição para o concurso segue até o dia 15 de julho e a ficha e o regulamento deve ser requisitado pelo telefone (12) 3354-9800 ou pelo e-mailmissjacareigay@revida.org . Podem participar do concurso candidatos maiores de 18 anos e que não tenham silicone em qualquer parte do corpo. A taxa de inscrição é de R$ 50,00 a ser pago no ato da inscrição.

Morgana Loren, diretora artística e apresentadora, diz que “é a volta do glamour gay, com a apresentação das mais belas transformistas da região”, lembrando que é um evento para toda a família.

MISS JACAREÍ GAY 2011 acontece dia 31 de julho, no Clube da Saudade, às 20h com venda de cadeiras a R$ 15,00 ou mesas com quatro cadeiras por R$ 40,00. Outras informações no site www.revida.org


Autor / Fonte: ONG REVIDA